, 22 de Abril de 2018
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Marielle Franco, militante na área de direitos humanos e vereadora do PSOL, e o motorista Anderson Pedro foram assassinados na noite de ontem no Rio de Janeiro

Marielle Franco e Anderson Pedro Gomes voltavam de uma atividade sobre a luta das mulheres negras, quando o carro foi cercado e mais de 10 disparos foram feitos. Marielle e Anderson morreram no local.

Marielle era a vereadora do PSOL, responsável pela relatoria da comissão da Câmara Municipal do Rio de Janeiro que acompanhava a intervenção das ações da Polícia Militar e das Forças Federais nas favelas do Rio de Janeiro.

Há poucos dias denunciou as ações da intervenção do 41° Batalhão da PM na favela de Acari, a violência contra os moradores da comunidade, os assassinatos impunes. Marielle cresceu sentindo na pele a violência do Estado: moradora do Complexo da Maré, dedicou parte importante de sua militância denunciando a criminalização e a violência contra a população pobre trabalhadora.

Contra as armas do Capital, o avanço da luta da classe trabalhadora: a mando do Capital, o Estado executa ou é cumplice dos assassinatos dos lutadores de nossa classe.

Os trabalhadores rurais que lutam contra o desmatamento florestal e pela terra seguem sendo assassinados em vária regiões do país, a violência do Estado se amplia contra as mobilizações dos trabalhadores e o assassinato de Marielle e Anderson mostra, mais uma vez, que o Capital e seu braço armado não tem poupado cassetetes e balas para tentar frear a luta de nossa classe. Mas não conseguirão.

A intervenção no Rio de Janeiro a cada dia escancara sua verdadeira face: ampliar a violência contra a juventude e os moradores da comunidade. Assassinatos, prisões arbitrárias e espancamentos continuam sendo o duro cotidiano dos trabalhadores.

Mais do que nossa solidariedade ativa aos companheiros e familiares de Marielle e Anderson, é no avanço da luta de nossa classe que esse crime não ficará impune.

É no avanço da luta contra as ações do Capital e de seu Estado que enfrentaremos as outras formas de violência que nos retiram direitos, moradia, comida, dignidade.

MARIELLE E ANDERSON PRESENTES, NA LUTA DE NOSSA CLASSE QUE SEGUE.

Camarada Hélio Bombardi, Presente!

Quarta, 14 Março 2018 15:12

Hélio Bombardi, metalúrgico de São Paulo, foi um dos muitos companheiros de nossa classe que se colocou em movimento enfrentando a ditatura na década de 1970 e os pelegos que estavam na direção do Sindicato a serviço dos patrões e do governo.

Em 1984, Hélio encabeçou a Chapa de Oposição que estava presente em grande parte das fábricas metalúrgicas da cidade de São Paulo e a partir das comissões de fábrica se colocaram em movimento e organizaram as greves que passaram por cima da direção pelega do Sindicato e lutavam contra a ditadura, as péssimas condições de trabalho e o arrocho salarial. Esse movimento da Oposição Metalúrgica de São Paulo foi um importante exemplo da importância de organizar os trabalhadores para a retomada dos Sindicatos como instrumento de luta e organização da classe trabalhadora.

Já na década de 1990, junto com o Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas/SP, seguiu contribuindo para o avanço da luta do conjunto de nossa classe.

Uma vida dedicada à luta contra esse sistema de opressão e exploração.

Hélio faleceu ontem, dia 13, vítima de um câncer, mas seguirá presente na luta de nossa classe.

CAMARADA HÉLIO BOMBARDI, PRESENTE! AGORA E SEMPRE!

Em todas as regiões do país e no mundo, as mulheres se colocaram em movimento contra os ataques do Capital e seus governos, que atingem as mulheres e o conjunto da classe trabalhadora.

Mais do que denunciar as reformas dos patrões que querem acabar com direitos trabalhistas e atacar a Previdência, o 8 de Março é mais um dia que marca que é na luta que avançamos e garantimos direitos e é ampliando essa luta que começou com gerações que vieram antes de nós que vamos mantê-los.

A luta também é contra a violência que está dentro e fora dos locais de trabalho, contra os projetos de lei que querem manter a impunidade dos que agridem e matam as mulheres e projetos que tentam criminalizar as mulheres e impedir a legalização do aborto.

Uma luta de classe contra a opressão e a exploração.

A Intersindical organizou assembleias nos locais de trabalho, reuniões e plenárias nos Sindicatos, além de panfletagens; e participou de manifestações nas ruas contra as reformas dos patrões impostas pelo governo Temer e pela maioria do Congresso Nacional que atacam os direitos do conjunto dos trabalhadores e ainda com mais intensidade às trabalhadoras.

A luta que não começou agora: ela continua: o 8 de Março é um dia que marca a luta das mulheres contra a opressão e a exploração ao longo da história. No século passado, a partir das demandas imediatas por melhores condições de trabalho, contra a guerra, a miséria e as péssimas condições de trabalho, as mulheres em vários lugares se colocaram em luta e, ombro a ombro com os trabalhadores, foram à greve. Na Rússia, a luta a partir das demandas imediatas da classe avançou para uma Revolução Socialista. Antes disso, na Comuna de Paris, as mulheres também participaram ativamente dessa importante experiência de luta da classe trabalhadora contra a opressão e exploração.

Essa luta continua por uma outra e nova sociedade, em que ser diferente não signifique ser desigual, onde mulheres e homens trabalhadores possam viver em igualdade: uma sociedade socialista.

O 8 de março não é dia para comemorações, é um dia que marca a luta das mulheres trabalhadoras ao longo de tantos anos no mundo inteiro.

O Capital com seus meios de comunicação tenta esconder o significado desse dia, que relembra a luta das trabalhadoras que ocuparam as fábricas, que ombro a ombro com os trabalhadores se colocaram em luta, foram à greve, pela redução da jornada de trabalho, por melhores condições de trabalho e por direitos, negados durante séculos às mulheres.

As reformas dos patrões e dos governos tentam atacar ainda mais as mulheres: a reforma trabalhista abre espaço para que os patrões coloquem até mulheres grávidas para trabalhar em locais insalubres, e na tentativa da reforma da previdência queriam igualar e aumentar o tempo para aposentadoria, tentando jogar pra debaixo do tapete que a dupla jornada de trabalho ainda é a realidade das trabalhadoras.


E a violência não só continua, como conta com a cumplicidade de vários deputados e senadores que querem punir as vítimas e absolver os estupradores, com seus projetos de lei que tentam proibir inclusive o aborto previsto em lei, a discussão sobre sexualidade nas escolas, além de tentar alterar a lei Maria da Penha para livrar a barra dos agressores.

Por tudo isso o 8 de Março é um dia para fortalecer a luta das mulheres trabalhadoras, uma luta que é do conjunto da classe trabalhadora.

E no dia 11 de março vamos realizar um debate no Sindicato, momento para fortalecermos a nossa organização e luta em defesa dos direitos das mulheres trabalhadoras.

Participe!

 

 

É importante ressaltar que a manutenção das cláusulas da Convenção Coletiva é a única forma de impedirmos que a Reforma Trabalhista que entrou em vigor em novembro de 2017 se concretize nas fábricas, acabando de vez com nossos direitos duramente conquistados, como a estabilidade até a aposentadoria aos trabalhadores adoecidos/acidentados pelas péssimas condições de trabalho.

Portanto, companheiros nas autopeças que estão sem as cláusulas sociais, como a Eaton, Bosch, Mann, Magneti Marelli, Wabco entre outras, a hora é de se organizar e garantir direitos antes que seja tarde demais!

Em assembleia no dia 26, os trabalhadores na Valeo aprovaram o resultado da negociação entre o Sindicato e a empresa.

O acordo coletivo renova todas as cláusulas da Convenção Coletiva de Trabalho por 12 meses e reajusta os salários em 2,23%.

Onde tem luta, tem acordo

Após o encerramento das negociações com o Sindipeças, que deixou os trabalhadores das Autopeças sem as garantias da Convenção, nosso Sindicato protocolou nas fábricas do setor uma pauta de negociação individual.

Inicialmente, a Valeo não concordou em negociar sem o patronal, mas com o Comunicado de Greve aprovado pelos trabalhadores em dezembro e retomada da mobilização já no início deste ano, a empresa acabou abrindo negociação com o Sindicato. E depois de várias reuniões, a empresa aceitou fazer o acordo.

Benteler também fez acordo

Contrariando o Sindipeças, a Benteler fechou acordo em novembro com reajuste de 3,5% mais a renovação das cláusulas da Convenção até 2019.

Sem direitos e sem a quem recorrer, a saída para a classe trabalhadora é fortalecer seu sindicato e se organizar coletivamente no local de trabalho

As mentiras sobre a necessidade da Reforma Trabalhista, repetidas incansavelmente pelos patrões e governos e pelos grandes meios de comunicação pagos por eles para enganar os trabalhadores, já estão sendo desmascaradas.

O desemprego não diminuiu, o nível de emprego não aumentou, os trabalhadores não estão mais “empoderados” para negociar direitos e condições de trabalho. Ao contrário: com a terceirização, o trabalho intermitente e a pejotização o trabalhador está tendo que trabalhar muito mais e recebendo muito menos, correndo mais riscos de doenças e acidentes e arcando com todas as responsabilidades sozinho, já que a reforma permite que os patrões tirem o corpo fora.

Desemprego continua altíssimo

Uma das maiores mentiras propagandeadas para acabar com os direitos dos trabalhadores era a de que a Reforma Trabalhista aumentaria o nível de emprego.

Dados do próprio Ministério do Trabalho divulgados dia 26/01 confirmam o contrário. Só em dezembro, mês em que as contratações costumam aumentar no setor de comércio e serviços por causa das festas de fim de ano, foram fechadas 328.530 vagas com carteira assinada.

Para piorar, a OIT calcula que a queda da taxa do desemprego será ridícula: de 12% em 2017 para 11,9% em 2018, e ainda assim à custa do aumento da precariedade e da informalidade. Hoje, mas de 26 milhões estão desempregados ou trabalhando por conta própria, e esse número deve subir até 2019, diz o IBGE.

Precarização também aumentou

As empresas continuam produzindo muito, contratando pouco com salário mais baixo, ou seja, continuam as demissões e os casos de um trabalhador produzindo por 2 ou 3, por mais tempo e em ritmo cada vez mais alucinante e arriscado.

É importante deixar claro que a Reforma Trabalhista não vai criar emprego para todos que foram demitidos. O número de trabalhadores nas empresas cairá drasticamente e elas só vão contratar no momento exato em que precisarem, nas condições que elas quiserem e, sem as obrigações trabalhistas, demitirão logo em seguida, livres de quaisquer responsabilidades.

Relações de trabalho: a superexploração continua

Patrões e trabalhadores têm interesses opostos, não fosse assim salários e direitos seriam facilmente negociados e com ganhos para os trabalhadores. Mas não é isso o que acontece: enquanto a concentração de renda aumenta e poucos se tornam bilionários, as perseguições aos trabalhadores e as demissões continuam.

Com a intenção de fragilizar a organização nos locais de trabalho e estimular o individualismo, a maioria das grandes empresas do setor de autopeças da nossa região, por exemplo, nem sequer renovou as cláusulas da Convenção Coletiva, que protegem coletivamente os trabalhadores.

Na Valeo, o acordo coletivo foi conquistado não pela tal comissão de fábrica, como prevê a Reforma Trabalhista, mas pela resistência e organização coletiva dos trabalhadores conjuntamente com o Sindicato.

Concentração de renda aumentou nas mãos de poucos

82% de toda a riqueza gerada em 2017 ficaram nas mãos do 1% mais rico.

Nada ficou com os 50% mais pobres em todo o mundo.

No Brasil, 5 bilionários detêm o patrimônio igual ao da metade mais pobre da população.

E se não houver resistência dos trabalhadores, organização e luta coletiva por mais salários e direitos, com a Reforma Trabalhista essa desigualdade só vai aumentar. Um trabalhador assalariado vai precisar trabalhar 19 anos seguidos para ganhar o que um super-rico ganha em um mês.

Que ninguém se engane: a única saída para a classe trabalhadora é a luta, porque toda a riqueza dos bilionários não veio do trabalho deles, mas da exploração da nossa força de trabalho desde a escravidão, de herança e da sonegação de impostos, pois eles mandam a fortuna direto para os paraísos fiscais.

Nos próximos 20 anos, 500 das pessoas mais ricas do mundo deixarão US$ 2 trilhões para seus herdeiros. Para se ter ideia de toda essa concentração de riqueza, o PIB do Brasil em 2016 foi de US$ 1,7 trilhões.

Em assembleia realizada nesta quarta-feira, dia 20, os trabalhadores rejeitaram por ampla maioria a proposta da empresa de compensação para 2018.
A Eaton retirou do calendário o Carnaval, que já é tradição, é colocou na compensação.
A empresa também não abriu negociação para emendar os feriados ao longo do ano, conforme apresentado pelo Sindicato.
A Eaton, que tem peso no Sindipeças, o sindicato patronal, não satisfeita em deixar os trabalhadores sem a Convenção Coletiva de Trabalho, porque insiste na retirada de direitos que o Sindicato não concordará, agora quer garantir seus lucros explorando ainda mais os trabalhadores com sua proposta de calendário de compensação.

Processo Mabe

Quinta, 07 Dezembro 2017 13:23

Informamos que a partir de 01/12/2017, os atendimentos que eram realizados na unidade Hortolândia estão encerrados.

A partir de 01/12/2017, todos os atendimentos serão realizados através do e-mail: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.">O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

Ou pelo telefone: (11) 3882-0538

O preenchimento do PPP (Perfil Profissiográfico Previdenciário), que era feito pelo Sindicato, também passou a ser responsabilidade da massa falida.

 

Processo Mabe

Quinta, 07 Dezembro 2017 11:32 Escrito por

Processo Mabe

Informamos que a partir de 01/12/2017, os atendimentos que eram realizados na unidade Hortolândia estão encerrados.

A partir de 01/12/2017, todos os atendimentos serão realizados através do e-mail: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. 

Ou pelo telefone: (11) 3882-0538

O preenchimento do PPP (Perfil Profissiográfico Previdenciário), que era feito pelo Sindicato, também passou a ser responsabilidade da massa falida. 

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