Terça-Feira, 24 de Abril de 2018
CONSTRUINDO A  LogoIntersindical

Em 2015, o Jurídico do Sindicato entrou com uma ação coletiva pedindo o pagamento de diferenças relativas ao Adicional Noturno e ao intervalo de 1 hora de refeição e descanso que a empresa não respeitava na jornada trabalhada entre a meia-noite de domingo às 6h da segunda-feira.

A decisão judicial saiu este mês e abrange todos os trabalhadores que prestaram ou ainda prestam serviços no 3º Turno desde 03/06/2010 e que não tenham sido demitidos antes de 03/06/2013.

A Mann-Hummel foi condenada a pagar:

- Diferenças do adicional noturno estendido, que é aquele compreendido entre as 5h até o final da jornada de trabalho, que a empresa não pagou corretamente;

- Diferenças do adicional noturno considerando o 59,30% que era pago até julho/2013 e que a empresa baixou para 30%;

- Intervalos de 1 hora de refeição e descanso que a empresa deixou de pagar desde julho de 2013, quando a empresa mudou a jornada de trabalho sem acordo coletivo com o Sindicato.

O Sindicato vai fazer a lista dos trabalhadores abrangidos pela condenação e manterá todos informados sobre o andamento do processo, lembrando que o processo ainda cabe recurso.

1° de Maio em Campinas

9h - Concentração na Sede Central do Sidicato

10h30 - Ato na Catedral junto com outros Sindicatos, Centrais Sindicais e Movimentos Populares

 

Os patrões e seus governos tentam apagar a história para tentar impedir a continuidade da luta.

É por isso que nos EUA o 1֩ de Maio mais do que não ser feriado, não é reconhecido como o dia que marca a luta dos trabalhadores.

Tanto lá como em outros países, os governos e seus meios de comunicação se referem a essa data como o dia do trabalho, para tentar apagar o significado desse dia que revela que tanto a redução da jornada de 16 para 8 horas diárias e os direitos que temos hoje foram conquistas da luta da classe trabalhadora.

Os patrões querem voltar no tempo: o tempo da ausência de direitos

Na maior parte dos países, os governos estão alterando a legislação trabalhista para atender ainda mais os interesses dos patrões o que significa aumento da jornada de trabalho, redução dos salários e a eliminação de direitos.

No Brasil não é diferente. A reforma trabalhista aprovada pelo governo Temer e pela maioria dos deputados e senadores tem o mesmo objetivo.

A Medida Provisória que o governo Temer/MDB fez para tentar enganar os trabalhadores que estava melhorando a reforma trabalhista perdeu a validade. A partir de agora o que já era ruim piorou.

Veja alguns exemplos:
- Trabalhar mais e receber menos: é isso que significa a jornada intermitente, você vai receber só as horas trabalhadas, que podem ser calculadas abaixo do salário mínimo, não tem salário fixo, nem direitos. E mais: se você por algum motivo não puder comparecer ao trabalho, vai pagar multa de 50% para o patrão.
- Vão colocar a vida da mãe e do filho em risco: antes da reforma trabalhista, trabalhadoras grávidas não podiam trabalhar em locais insalubres, mas agora os patrões podem colocar a vida da mãe e do filho em risco.

É na luta que vamos impedir a perda de direitos, de salários e de emprego
Ter jornada regulamentada de 44 horas semanais, direitos como férias e 13ͦ, são garantias que conquistamos na luta.

Abaixar a cabeça e não lutar achando que isso vai garantir emprego é pura ilusão.

E nesse 1֩ de Maio mais uma vez vamos estar nas ruas, mostrando que é na continuidade da nossa luta que podemos impedir o ataque dos patrões e de seus governos contra nossos direitos, nossa dignidade e nossas vidas.

A cada quatro horas e meia, morre um trabalhador vítima de acidente de trabalho

Desde o começo de 2017 até o dia 5 de março de 2018, foram registradas 675.025 CATs (Comunicação por Acidente de Trabalho) e 2.351 mortes foram notificadas pelos órgãos públicos, segundo o Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho, desenvolvido pelo MPT e OIT.

O Brasil é quarto país com mais acidentes relacionados ao trabalho no mundo e nos últimos 5 anos registrou cerca de 3,9 milhões de CATs, uma média de 646.626 por ano.

Mas cabe lembrar que muitos acidentes não são notificados, contrariando a legislação e camuflando a cruel realidade das péssimas condições de trabalho. Estima-se que, de cada 4 acidentes, apenas 1 seja notificado.

Como aconteceu em janeiro com o companheiro na Coppesteel, que na hora extra operava sozinho duas máquinas quando foi puxado e enrolado numa bobina, morrendo no local, os trabalhadores em linhas de produção, ou seja, os que têm contato direto com máquinas e equipamentos, por estarem mais expostos aos riscos, acidentes e ferimentos graves, continuam sendo as maiores vítimas.

28 de abril
A Organização Internacional do Trabalho (OIT) instituiu o dia 28 de abril como o Dia Mundial da Segurança e da Saúde no Trabalho, em memória às vítimas de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho.

No Brasil, a Lei 11.121/2005 instituiu o mesmo dia como o Dia Nacional em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho.

No dia 3, os cerca de 70 trabalhadores na Aut Vale, instalada na Refinaria da Petrobrás, em Paulínia, iniciaram uma paralisação por mais direitos.

Com a greve de um dia conquistaram 10% de reajuste salarial, independente da data-base; praticamente dobrou o valor do vale alimentação; e estabilidade de 30 dias após o retorno ao trabalho.

Marielle Franco, militante na área de direitos humanos e vereadora do PSOL, e o motorista Anderson Pedro foram assassinados na noite de ontem no Rio de Janeiro

Marielle Franco e Anderson Pedro Gomes voltavam de uma atividade sobre a luta das mulheres negras, quando o carro foi cercado e mais de 10 disparos foram feitos. Marielle e Anderson morreram no local.

Marielle era a vereadora do PSOL, responsável pela relatoria da comissão da Câmara Municipal do Rio de Janeiro que acompanhava a intervenção das ações da Polícia Militar e das Forças Federais nas favelas do Rio de Janeiro.

Há poucos dias denunciou as ações da intervenção do 41° Batalhão da PM na favela de Acari, a violência contra os moradores da comunidade, os assassinatos impunes. Marielle cresceu sentindo na pele a violência do Estado: moradora do Complexo da Maré, dedicou parte importante de sua militância denunciando a criminalização e a violência contra a população pobre trabalhadora.

Contra as armas do Capital, o avanço da luta da classe trabalhadora: a mando do Capital, o Estado executa ou é cumplice dos assassinatos dos lutadores de nossa classe.

Os trabalhadores rurais que lutam contra o desmatamento florestal e pela terra seguem sendo assassinados em vária regiões do país, a violência do Estado se amplia contra as mobilizações dos trabalhadores e o assassinato de Marielle e Anderson mostra, mais uma vez, que o Capital e seu braço armado não tem poupado cassetetes e balas para tentar frear a luta de nossa classe. Mas não conseguirão.

A intervenção no Rio de Janeiro a cada dia escancara sua verdadeira face: ampliar a violência contra a juventude e os moradores da comunidade. Assassinatos, prisões arbitrárias e espancamentos continuam sendo o duro cotidiano dos trabalhadores.

Mais do que nossa solidariedade ativa aos companheiros e familiares de Marielle e Anderson, é no avanço da luta de nossa classe que esse crime não ficará impune.

É no avanço da luta contra as ações do Capital e de seu Estado que enfrentaremos as outras formas de violência que nos retiram direitos, moradia, comida, dignidade.

MARIELLE E ANDERSON PRESENTES, NA LUTA DE NOSSA CLASSE QUE SEGUE.

Camarada Hélio Bombardi, Presente!

Quarta, 14 Março 2018 15:12

Hélio Bombardi, metalúrgico de São Paulo, foi um dos muitos companheiros de nossa classe que se colocou em movimento enfrentando a ditatura na década de 1970 e os pelegos que estavam na direção do Sindicato a serviço dos patrões e do governo.

Em 1984, Hélio encabeçou a Chapa de Oposição que estava presente em grande parte das fábricas metalúrgicas da cidade de São Paulo e a partir das comissões de fábrica se colocaram em movimento e organizaram as greves que passaram por cima da direção pelega do Sindicato e lutavam contra a ditadura, as péssimas condições de trabalho e o arrocho salarial. Esse movimento da Oposição Metalúrgica de São Paulo foi um importante exemplo da importância de organizar os trabalhadores para a retomada dos Sindicatos como instrumento de luta e organização da classe trabalhadora.

Já na década de 1990, junto com o Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas/SP, seguiu contribuindo para o avanço da luta do conjunto de nossa classe.

Uma vida dedicada à luta contra esse sistema de opressão e exploração.

Hélio faleceu ontem, dia 13, vítima de um câncer, mas seguirá presente na luta de nossa classe.

CAMARADA HÉLIO BOMBARDI, PRESENTE! AGORA E SEMPRE!

Em todas as regiões do país e no mundo, as mulheres se colocaram em movimento contra os ataques do Capital e seus governos, que atingem as mulheres e o conjunto da classe trabalhadora.

Mais do que denunciar as reformas dos patrões que querem acabar com direitos trabalhistas e atacar a Previdência, o 8 de Março é mais um dia que marca que é na luta que avançamos e garantimos direitos e é ampliando essa luta que começou com gerações que vieram antes de nós que vamos mantê-los.

A luta também é contra a violência que está dentro e fora dos locais de trabalho, contra os projetos de lei que querem manter a impunidade dos que agridem e matam as mulheres e projetos que tentam criminalizar as mulheres e impedir a legalização do aborto.

Uma luta de classe contra a opressão e a exploração.

A Intersindical organizou assembleias nos locais de trabalho, reuniões e plenárias nos Sindicatos, além de panfletagens; e participou de manifestações nas ruas contra as reformas dos patrões impostas pelo governo Temer e pela maioria do Congresso Nacional que atacam os direitos do conjunto dos trabalhadores e ainda com mais intensidade às trabalhadoras.

A luta que não começou agora: ela continua: o 8 de Março é um dia que marca a luta das mulheres contra a opressão e a exploração ao longo da história. No século passado, a partir das demandas imediatas por melhores condições de trabalho, contra a guerra, a miséria e as péssimas condições de trabalho, as mulheres em vários lugares se colocaram em luta e, ombro a ombro com os trabalhadores, foram à greve. Na Rússia, a luta a partir das demandas imediatas da classe avançou para uma Revolução Socialista. Antes disso, na Comuna de Paris, as mulheres também participaram ativamente dessa importante experiência de luta da classe trabalhadora contra a opressão e exploração.

Essa luta continua por uma outra e nova sociedade, em que ser diferente não signifique ser desigual, onde mulheres e homens trabalhadores possam viver em igualdade: uma sociedade socialista.

O 8 de março não é dia para comemorações, é um dia que marca a luta das mulheres trabalhadoras ao longo de tantos anos no mundo inteiro.

O Capital com seus meios de comunicação tenta esconder o significado desse dia, que relembra a luta das trabalhadoras que ocuparam as fábricas, que ombro a ombro com os trabalhadores se colocaram em luta, foram à greve, pela redução da jornada de trabalho, por melhores condições de trabalho e por direitos, negados durante séculos às mulheres.

As reformas dos patrões e dos governos tentam atacar ainda mais as mulheres: a reforma trabalhista abre espaço para que os patrões coloquem até mulheres grávidas para trabalhar em locais insalubres, e na tentativa da reforma da previdência queriam igualar e aumentar o tempo para aposentadoria, tentando jogar pra debaixo do tapete que a dupla jornada de trabalho ainda é a realidade das trabalhadoras.


E a violência não só continua, como conta com a cumplicidade de vários deputados e senadores que querem punir as vítimas e absolver os estupradores, com seus projetos de lei que tentam proibir inclusive o aborto previsto em lei, a discussão sobre sexualidade nas escolas, além de tentar alterar a lei Maria da Penha para livrar a barra dos agressores.

Por tudo isso o 8 de Março é um dia para fortalecer a luta das mulheres trabalhadoras, uma luta que é do conjunto da classe trabalhadora.

E no dia 11 de março vamos realizar um debate no Sindicato, momento para fortalecermos a nossa organização e luta em defesa dos direitos das mulheres trabalhadoras.

Participe!

 

 

É importante ressaltar que a manutenção das cláusulas da Convenção Coletiva é a única forma de impedirmos que a Reforma Trabalhista que entrou em vigor em novembro de 2017 se concretize nas fábricas, acabando de vez com nossos direitos duramente conquistados, como a estabilidade até a aposentadoria aos trabalhadores adoecidos/acidentados pelas péssimas condições de trabalho.

Portanto, companheiros nas autopeças que estão sem as cláusulas sociais, como a Eaton, Bosch, Mann, Magneti Marelli, Wabco entre outras, a hora é de se organizar e garantir direitos antes que seja tarde demais!

Em assembleia no dia 26, os trabalhadores na Valeo aprovaram o resultado da negociação entre o Sindicato e a empresa.

O acordo coletivo renova todas as cláusulas da Convenção Coletiva de Trabalho por 12 meses e reajusta os salários em 2,23%.

Onde tem luta, tem acordo

Após o encerramento das negociações com o Sindipeças, que deixou os trabalhadores das Autopeças sem as garantias da Convenção, nosso Sindicato protocolou nas fábricas do setor uma pauta de negociação individual.

Inicialmente, a Valeo não concordou em negociar sem o patronal, mas com o Comunicado de Greve aprovado pelos trabalhadores em dezembro e retomada da mobilização já no início deste ano, a empresa acabou abrindo negociação com o Sindicato. E depois de várias reuniões, a empresa aceitou fazer o acordo.

Benteler também fez acordo

Contrariando o Sindipeças, a Benteler fechou acordo em novembro com reajuste de 3,5% mais a renovação das cláusulas da Convenção até 2019.

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