Segunda-Feira, 20 de Novembro de 2017
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Terça, 14 Novembro 2017 13:14 Escrito por

Hoje foi mais um Dia Nacional de Luta contra a reforma trabalhista dos patrões, que querem massacrar os direitos dos trabalhadores

Desde a madrugada desse dia 10 de novembro os trabalhadores de diversas categorias e regiões do país realizaram manifestações, assembleias com atraso na produção, passeatas, em mais um momento da luta contra a reforma trabalhista que os patrões, a partir de amanhã, tentarão colocar em prática, o que significará um massacre aos direitos dos trabalhadores.

E, para impedir esse ataque brutal contra os direitos, a luta tem que ser diária e se fortalecer em cada local de trabalho, pois só dessa forma vamos conseguir manter os direitos que foram duramente conquistados.

As manifestações de hoje fazem parte dessa luta, que tem que extrapolar as cercas da categoria e se transformar em mobilizações do conjunto da classe trabalhadora, pois é na greve geral que vamos impedir o ataque aos direitos, salários e direitos.

Em Campinas e região/SP, assembleias e atraso na produção: os metalúrgicos de Campinas e região organizados com o Sindicato/Intersindical realizaram assembleias com atraso na produção nas empresas John Deere e Hitachi em Indaiatuba. Também aconteceram assembleias nas empresas Fundituba e Gevisa.

Há cem anos atrás, na distante Rússia, mulheres, homens, jovens trabalhadores, pararam as fábricas, foram às ruas em grandes e intensas marchas, lutavam por pão, terra e paz. Milhares dos seus estavam morrendo no front de uma guerra provocada pelo Capital, outros milhares morrendo por causa do fome provocada pelo mesmo Capital.

Essas mulheres e homens trabalhadores foram além da reivindicação do pão, da terra para plantar o alimento, do fim da guerra: ocuparam as fábricas, criaram sovietes, ou seja, formas independentes de organização operária, avançaram de uma greve geral, para uma insurreição e fizeram uma Revolução Socialista, socializaram os meios de produção e de conhecimento.

Os meios de dominação do Capital ao longo desse século fizeram de tudo para tentar esconder a verdadeira história e a importância da Revolução Russa para a classe trabalhadora mundial. Atacar a Revolução e suas conquistas era condição para continuidade e expansão do Capitalismo exterminar qualquer outra forma de organização da sociedade que não tivesse como base a exploração. Para isso potencializaram a degeneração daqueles que abandonaram os princípios da Revolução e principalmente fizeram de tudo para exterminar a rica experiência que os trabalhadores foram capazes de produzir: socializar os meios de produção que até então estavam nas mãos daqueles que se apropriaram da riqueza produzida pela classe trabalhadora.

Nesse mesmo ano, vindos de diversas regiões do mundo, principalmente da Europa, nos encontramos como classe trabalhadora no Brasil, sofrendo com as intensas jornadas de trabalho que chegavam à 16 horas diárias, sem a mínima proteção à saúde e à vida, com salários extremamente arrochados, parindo nossos filhos dentro das fábricas e com nossas crianças sendo obrigadas a trabalhar.

O pavio da revolta também se acendeu aqui e fomos capazes de construir uma greve geral que paralisou a cidade de São Paulo por 45 dias. Foi a partir dessa intensa luta, parando as máquinas e a produção de valor que começamos a garantir os direitos que hoje estão sendo ameaçados.

A história da classe trabalhadora é a história de suas lutas, embora o Capital, seu Estado e seus meios de dominação ideológica tentem sequestrá-la de nós. Fazem isso para tentar enganar as gerações herdeiras dessa intensa luta, para que não busquem seu lugar de pertencimento, para que não se reconheçam como classe trabalhadora, para que, alienados no espaço privado do trabalho, pensem cada qual em si e se submetam a exploração de cada dia.

Mas eles não conseguiram apagar nossa memória coletiva, nem destruir todas as conquistas das lutas de um século atrás.

E nesse 2017 há muito pelo que lutar. O Capital e seu Estado querem mais do que a implementação de suas reformas trabalhistas e da Previdência, querem mais do que acabar com os direitos garantidos através da luta de gerações que vieram antes de nós: querem atacar a Organização independente e comprometida com os trabalhadores.

Querem atacar as Organizações da Classe Trabalhadora que não sucumbiram à conciliação de classes com aqueles que se fartam em seus banquetes às custas do aumento da violência, da fome e da morte de parte significativa de nossa classe.

A melhor forma de manter viva nossa memória, de honrar nossa história e de garantirmos a nós e as gerações que ainda virão novos outubros repletos de sol e de luz é não fugirmos daquilo que os que nos exploram e oprimem mais temem: nos reconhecermos como classe trabalhadora, produtora de toda riqueza e, unidos, nos colocarmos em luta por nenhum direito a menos e por uma outra e nova sociedade, que seja de igualdade, que seja socialista.

 

Data Base 2017

Sexta, 27 Outubro 2017 12:56

Autopeças: trabalhadores mobilizados em defesa da convenção e por aumento real nos salários

Pior que os demais grupos, que chegaram a propor reajuste salarial pelo INPC e renovar a Convenção Coletiva, o Sindipeças até agora alem de não apresentar propostas com ganho real quer retirar 

cláusulas importantíssimas da Convenção que garantem mais direitos conquistados ao longo de décadas de lutas da categoria. 

A tática dos patrões desse setor que se recusa a renovar a CCT é aguradar a vigência da lei sobre a Reforma Trabalhista no dia 11 de novembro, para então bombardearem com mais facilidade os nossos direitos.

Confira abaixo  como anda a mobilização dos trabalhadores em algumas empresas desse Grupo.  

E prepare-se para engrossar a luta na sua fábrica. 

 

KSPG (Nova Odessa)
Na assembleia geral do dia 25/10, os trabalhadores aprovaram o comunicado de greve em defesa da Convenção Coletiva de Trabalho e por aumento real de salário.
A empresa agendou reunião para 01/11 às 14h.


Benteler (Campinas)
Em assembleia realizada no dia 26/10, os trabalhadores reprovaram 3,5% de reajuste salarial.
Na proposta, a empresa concorda em prorrogar o acordo coletivo até 2019. 

Observação: na data-base de 2016 foi realizado acordo fora do Sindicato Patronal. Na ocasião, a Convençõ Coletiva de Trabalho 2016-2018 foi renovada por 24 meses.


GKN (Hortolândia)
No dia 27/10, os  trabalhadores pararam  a produção para pressionar a empresa a abrir negociação sobre a data-base 2017.


Valeo (Campinas)
Em assembleia realizada no dia 27/10, os trabalhadores votaram para que a empresa abra negociaão sobre a data-base 2017.
Em caso de negativa da empresa, já manifestaram por votar o comunicado de greve.

 

No próximo domingo, dia 22, teremos uma nova e importantíssima assembleia para discutirmos nossa Campanha Salarial.

Após a decisão de Estado de Greve, a assembleia do dia ser comunicada aos sindicatos patronais e as inúmeras assembleias feitas nas empresas, as negociações sobre as cláusulas sociais avançaram em alguns grupos. Porém, continuam emperradas no Sindipeças.

A tática dos patrões desses setores que se recusam a renovar a Convenção Coletiva é aguardam a vigência da lei sobre a Reforma Trabalhista no dia 11 de novembro para, sem as garantias da Convenção, bombardear com mais facilidade nossos direitos duramente conquistados.

Mesmo nos sindicatos patronais, aonde está negociada a renovação da Convenção, continuamos com reuniões pois ainda não existe acordo sobre o percentual de reajuste salarial.

Aumenta o lucro das empresas
Dados do governo sobre arrecadação de impostos das empresas sobre o lucro mostra que em agosto deste ano o lucro das empresas foi 27% superior ao de agosto do ano passado.

Esses dados, mais o aumento da produção de veículos, escancaram o que todos que estão nas fábricas sabem.

As empresas demitiram, aumentaram o ritmo de trabalho dos que ficaram, e mesmo agora com aumento dos lucros e da produção querem contratar com salários mais baixos e, apoiados na Reforma Trabalhista, contratos temporários, contratos intermitentes e terceirização de todas as atividades.

Por isso, essa é uma das mais difíceis campanhas salariais, pois ela ocorre justamente no momento que o governo e os patrões querem acabar com direitos conquistados com muita luta há mais de 100 anos. Ou seja, onde houver acordo, a luta terá de continuar para impedir que apliquem a reforma.

Na assembleia deste domingo, além de debater e decidir sobre as propostas patronais, decidiremos sobre as mobilizações que estamos, juntos com outros sindicatos, organizando em todo o país.


Patrões e governo estão rindo à toa
R$ 104 bilhões entraram nos cofres da Receita Federal, em agosto, mais de 10% que o mesmo período de 2016
R$ 4,6 bilhões vieram dos impostos sobre os lucros das empresas, que aumentaram 27,7% a mais que em 2016
A produção de veículos cresceu 25,5% entre agosto de 2016 e 2017.

Geral 352

Informação adicional

Geral 351

Informação adicional

Metalúrgicos em movimento contra os ataques dos patrões e do governo que tentam acabar com os direitos na CLT e nas Convenções Coletivas de Trabalho.

Assembleias, paralisações, atrasos na produção marcaram esse dia 14 de setembro, Dia de Luta contra o massacre aos direitos trabalhistas.

Os patrões depois de impor sua reforma trabalhista tentam arrancar direitos dos trabalhadores que estão nas Convenções Coletivas de Trabalho.
Para manter esses direitos garantidos através de muita luta é preciso se colocar em movimento e o dia de hoje é parte da mobilização construída em unidade de ação contra várias organizações e sindicatos.
As principais manifestações de hoje aconteceram no ramo metalúrgico em várias regiões. E os metalúrgicos organizados com os Sindicatos dos Metalúrgicos de Campinas/SP, Limeira/SP, Santos/SP e com a Intersindical se colocaram em movimento em várias assembleias que atrasaram a produção e são um passo importante na luta para barrar o objetivo patronal de acabar com os direitos.

Em Campinas, a manifestação foi na Bosch com atraso na produção, em Limeira as assembleias e manifestações com atraso na produção aconteceram nas empresas Faurecia, Maxion e Das. E em São Sebastião realizamos protesto que também atrasou a produção nas empresas metalúrgicas Manserv, Engevale e Autvale que estão instaladas dentro da Refinaria da Petrobras.

A maioria dos metalúrgicos no país tem data-base nesse segundo semestre e o objetivo da Federações patronais além de arrochar ainda mais os salários é retirar direitos garantidos por décadas nas Convenções Coletivas. Exemplo disso é o que acontece em São Paulo, onde a representação dos patrões tenta acabar com a garantia de estabilidade até a aposentadoria para os metalúrgicos vítimas de doença e acidentes de trabalho que tenham deixado sequela permanente.

É isso que significa a reforma dos patrões: impor piores condições de trabalho, diminuir salários e direitos e continuar com as demissões.

Foi a luta que garantiu os nossos direitos e é a nossa luta que vai garantir nenhum direito a menos.

 

Paralisação dos Trabalhadores na Bosch em Campinas

 

Paralisação dos Trabalhadores em Santos/SP

 

Paralisação dos Trabalhadores em Limeira/SP

Na manhã desta segunda-feira (11), foi deflagrada a segunda etapa da Operação Hipócritas.

Cumprindo mandados de busca e apreensão e de condução coercitiva expedidos pelas Varas Federais de Campinas, procuradores da República e policiais federais estão trabalhando em ação conjunta nas cidades de Valinhos, Sorocaba, São Caetano do Sul e São Paulo.

Denúncia partiu do nosso Sindicato
A Operação Hipócritas, que trata da cooptação de médicos judicias por médicos do trabalho das empresas que fraudavam laudos médicos beneficiando grandes multinacionais em detrimento da saúde e da vida de vários trabalhadores em Campinas e região, teve origem em um levantamento minucioso iniciado pelos advogados do Sindicato sobre perícias médicas, em 2010.

Ao detectar que a maioria das perícias com resultados negativos aos trabalhadores beneficiava grandes montadoras da região, principalmente de Sumaré, em 2011, o Sindicato encaminhou a denúncia ao Ministério Público Trabalho que, após três anos de análise de cada caso, enviou para investigação do Ministério Público Federal.

A primeira etapa da Operação Hipócritas foi deflagrada em 31 de maio de 2016, com 3 mandados de prisão preventiva, 40 de condução coercitiva, e 52 de busca e apreensão.

Saiba mais:

http://www.prsp.mpf.mp.br/sala-de-imprensa/noticias_prsp/11-09-17-mpf-e-pf-deflagram-segunda-fase-da-operacao-hipocritas

http://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/operacao-da-pf-e-mpf-combate-fraudes-de-pericias-nas-regioes-de-campinas-sorocaba-e-capital.ghtml

Unificado Campanha Salarial 2017

Informação adicional

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